Há Verão no Museu 2013


 
  
Neste Verão, há um mar de brincadeiras no Museu da Nazaré!
2 julho a 30 de agosto

 

Como se faz um barco
Duração: 2h
Público-alvo: dos 6 aos 12 anos
Inscrição: 1€ / participante

Ala Arriba… Ala Arriba… Duas filas de homens, mulheres e crianças puxam a pesada e enorme rede de arte xávega, do mar para a praia. Eis que está “aboiada”! Há sardinhas para todos… Com um “chui” é vendida a quem a quiser na lota.
Esta é uma atividade em torno da pesca de arte xávega, praticada na enseada na Nazaré durante anos, com auxílio de uma embarcação própria, conhecida pela sua proa pontiaguda.
Vamos conhecer os segredos desta pesca tão característica e construir miniaturas tridimensionais deste tipo de embarcação, em cartolina
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Objetivo geral:
Sensibilizar para o conhecimento da cultura tradicional da Nazaré, valorizando a sua herança no campo da típica pesca da arte xávega.

Desenvolvimento:
1 - Visita orientada ao Museu da Nazaré, incidindo na pesca de arte xávega (embarcação, sua decoração e construção naval, rede, tradições orais);
2 - Construção tridimensional de miniaturas deste tipo de embarcação, em cartolina, e sua decoração.

 

Tantos polvos há na Nazaré!
Duração: 2h
Público-alvo: 4 aos 12 anos
Inscrição: 1€ / participante

Há polvos na enseada da Nazaré. Para os apanhar, os pescadores usam os “alcatruzes”, antes de barro, hoje de plástico. Uma pequena armadilha para o polvo que muito gosta de andar por esta praia…
Vamos conhecer como são estas armadilhas e fazer polvos em lã, com tantas cores como ditar a nossa imaginação! 


Objetivo geral:
Sensibilizar para a biodiversidade marinha e para as técnicas de pesca associadas.

Desenvolvimento:
1 – Visita ao Museu, centrada nas “artes de pesca” e embarcações tradicionais da Nazaré, com referência aos hábitos alimentares e aos cuidados para a proteção ambiental.
2 – A partir de trapos e de um novelo de lã, elaboração de um polvo e sua ornamentação.

 
 
Uma praia à tua maneira
Duração: 2h
Público-alvo: 4 aos 10 anos
Inscrição: 1€ / participante

A praia hoje já não é só dos pescadores. No verão, o areal enche-se de barracas e turistas, que vão deixando o seu lixo e pondo em perigo o meio ambiente.
Após visita temática ao Museu, incidindo sobre as embarcações e artes de pesca tradicional, as crianças realizam a sua interpretação criativa de uma praia, sobre uma tela gigante, onde farão a distinção entre uma Praia de pescadores / Praia de banhos e Praia limpa / Praia poluída

 
Objetivo geral:
Sensibilizar para os princípios da conservação e proteção ambiental.

Desenvolvimento:
1 – Visita incidindo na tipologia das embarcações e artes de pesca tradicional; nas fotografias da “Nazaré Praia de Banhos”, de Álvaro Laborinho.
2 – Construção de uma praia numa tela gigante, assinalando a distinção entre Praia de Pescadores / Praia de Banhos; Praia limpa / Praia poluída, através da aplicação de peças em cartão e de material reciclado, previamente realizadas pelos participantes.
 













Contatos:
Marcação prévia

Museu Dr. Joaquim Manso
Rua D. Fuas Roupinho
2450-065 Sítio – NAZARÉ
telef. 262 562 802
mjmanso@drcc.pt

Visitas escolares à barca "Mimosa"


Nos dias 14 e 15 de maio, numa iniciativa da Câmara Municipal da Nazaré com o Agrupamento de Escolas da Nazaré, os alunos do 4º ano visitaram a barca "Mimosa" que se encontra a ser restaurada.

O Museu Dr. Joaquim Manso colaborou na iniciativa, orientando as visitas, desde uma contextualização sobre as vivências piscatórias nazarenas, à explicação sobre a estrutura da embarcação e sua construção artesanal.

Saber mais sobre a barca "Mimosa" em MatrizNet (clique).

"Dá Cor à tua Flor" com a Cercina


No dia 17 de abril, os alunos da Cercina visitaram o Museu Dr. Joaquim Manso, participando na atividade "Dá Cor à tua Flor", baseada na dinamização da leitura do livro infantil de Alves Redol, "A Flor vai ver o Mar". 

Juntos, com a colaboração de voluntárias a trabalhar na Cercina e no Museu Dr. Joaquim Manso, fomos descobrindo os barcos tradicionais da Nazaré, conhecemos a história de Alves Redol e realizámos flores de papel, que deram cor às muitas flores que nesta altura de Primavera crescem no jardim do Museu.



Marcação de visitas


O Museu Dr. Joaquim Manso tem disponível um programa de visitas, orientadas em função das idades e das características dos grupos.

Se a onda da Praia do Norte, que se avista do jardim do Museu, hoje convida surfistas de todo o mundo a desafiarem a sua força, durante anos, os pescadores aprenderam a conhecer as "ameaças" e as potencialidades de correntes influenciadas pelo chamado "canhão da Nazaré e desenvolveram as suas próprias técnicas, artes e embarcações, constituindo um considerável património que faz parte da identidade regional e nacional.


Várias têm sido as escolas que nos visitaram, ficando a conhecer esta realidade económico-social da Nazaré piscatória, as suas embarcações e traje tradicional, bem como a evolução geográfica, a história e a lenda do Milagre de Nossa Senhora da Nazaré, que há vários séculos atrai ao Sítio tantos peregrinos.

Visitas igualmente para grupos séniores.

Marcação prévia, para o telefone 262 562 801 ou e-mail mjmanso@drcc.pt
Facilidade de estacionamento para autocarros, no largo Fonte Velha (frente ao Museu).

Visite-nos!



"Entre Freguesias. Patrimónios cruzados" em exposição no Museu















O projeto "Entre Freguesias: Patrimónios cruzados", realizado em parceria com o Agrupamento de Escolas Amadeu Gaudêncio e a colaboração da Câmara Municipal da Nazaré e das Juntas de Freguesia da Nazaré, Valado dos Frades e Famalicão, está a chegar ao fim, depois de seis meses de realização.

No âmbito do centenário da designação do concelho da Nazaré, o projeto "Entre Freguesias: Patrimónios cruzados" pretendeu sensibilizar o meio escolar para a pesquisa sobre a história local e o património imaterial e evidenciar as relações económico-sociais e culturais entre as várias freguesias do concelho: Nazaré, Valado dos Frades e Famalicão da Nazaré.

A partir de três tipologias de objetos da coleção do Museu Dr. Joaquim Manso, cada uma associada a uma freguesia (mós, provenientes da Serra da Pescaria / Famalicão; arados, provenientes de Valado dos Frades e redes de arte xávega, provenientes da Praia da Nazaré), tiveram lugar dois programas de visitas (ao Museu e aos contextos de origem) e um terceiro momento em contexto escolar, de recolha de memórias e "histórias de vida" ligadas às respetivas peças, assim motivando os alunos para a sua documentação em contexto museológico e, por outro lado, para a necessidade de registar saberes e ofícios tradicionais em desaparecimento, funcionando o Museu e a Escola como pólos de identidade e de articulação comunitária perante a diversidade agromarítima do concelho. 

No dia 6 de junho, uma sessão pública no Centro Escolar da Nazaré reuniu as três turmas envolvidas, para uma apresentação partilhada de resultados, na presença dos representantes das várias Juntas de Freguesia. Todos os trabalhos realizados foram expostos na Biblioteca da escola, seguindo depois para os respetivos centros escolares para serem visitados pelos encarregados de educação e familiares.

Finalmente, entre 26 de junho e 8 de julho, a exposição está patente no Museu Dr. Joaquim Manso.

Participantes:
Museu Dr. Joaquim Manso
Agrupamento de Escolas Amadeu Gaudêncio – alunos do 4º ano das turmas TNC, TV e TVE e FMC

Colaboração:
Câmara Municipal da Nazaré
Junta de Freguesia da Nazaré
Junta de Freguesia de Valado dos Frades
Junta de Freguesia de Famalicão da Nazaré

Calendarização:
janeiro a junho 2012

Objetos selecionados:
Mós
Provenientes da Serra da Pescaria, Famalicão
MDJM inv. 534 e 535 Arq.

Arados
Provenientes de Valado dos Frades
MDJM inv. 13 e 29 Etn

Redes de Arte Xávega
Provenientes da Praia da Nazaré
MDJM inv. 1728 e 1134 Etn. (miniatura)



Ler mais sobre:
- o projeto "Entre Freguesias. Patrimónios cruzados"
- visitas das turmas ao Museu Dr. Joaquim Manso
- visita ao campo agrícola de Valado dos Frades
- visita ao moinho de Quinta Nova / Famalicão
- visita ao Porto da Nazaré


Há Verão no Museu!















Neste verão, há um mar de brincadeiras no Museu da Nazaré!

Lenços e barretes há muitos…

Através de jogos e atividades de expressão plástica, as crianças descobrem os tecidos, modelos e composição do traje tradicional da Nazaré, na sua versão de trabalho e de festa, feminino e masculino.
Vestindo miniaturas de peças em tecido, associam o gosto lúdico pela moda e vestuário à aprendizagem sobre a estrutura socioeconómica de um traje funcional associado à pesca, mas ainda diariamente utilizado por muitas mulheres da Nazaré.

Público-alvo: 4 aos 10 anos

1,5 €/ participante


Pedras do mar
As rochas contam histórias. Entre a areia da praia, há pedras que escondem animais do passado. Nesta atividade, vamos descobri-las e, no fim, da praia para o Museu vêm pedrinhas e seixinhos que vamos decorar e pintar com as cores do mar. 


Público-alvo: 4 aos 10 anos1 €/participante


Tantos polvos há na Nazaré!

Através da reciclagem e de alguma criatividade, vamos imaginar polvos e outros animais marinhos.

Público-alvo: 6 aos 10 anos
1€/participante


Como se faz um barco

Após a visita à exposição do Museu, incidindo na construção naval, funcionalidade e decoração das embarcações tradicionais, parte-se para a decoração de barcos de “arte xávega” em cartão.

Público-alvo: 6 aos 10 anos
1 €/participante



Calendarização: 5 julho a 10 agosto
Horário: de terça a sexta-feira
Duração: 1h30
Marcação prévia



Inscrições:Museu Dr. Joaquim Manso
Rua D. Fuas Roupinho - Sítio
2450-065 Nazaré
telef. 262562802
fax. 262561246
e-mail:
mdjm.se@imc-ip.pt


Museu colabora na Exposição escolar "Olh'a Nazaré"

À semelhança de anos anteriores, o Museu Dr. Joaquim Manso colabora com o Agrupamento de Escolas da Nazaré na sua "Semana da Leitura", a decorrer entre 16 e 23 de abril, sob o título "Olh'a Nazaré".

No edifício sede, na Escola EB 2,3 Amadeu Gaudêncio, está patente a exposição "Olh'a Nazaré", contando com duas dezenas de fotografias de Álvaro Laborinho, cedidas pelo Museu, ilustrando aspectos da Nazaré de há 100 anos, nomeadamente: actividades de pesca, praia de banhos, festividades religiosas e enquadramentos urbanos.
Num contraponto com a actualidade, estão expostas as fotografias do filandês Antti Olavi Sarkilhati e da alemã Gisela Barg, há alguns anos residentes na Nazaré e autores de vários livros de fotografia.
Durante a semana, decorrerão visitas escolares à exposição.

O Museu Dr. Joaquim Manso deseja uma boa "Semana da Leitura" a todos os alunos do Agrupamento de Escolas da Nazaré!

Crianças vieram colorir "flores" ao Museu

Nos dias 29 e 30 de março, cerca de 50 crianças do projeto de "Férias da Páscoa" do Centro Comunitário da Confraria de Nossa Senhora da Nazaré e Câmara Municipal da Nazaré participaram na atividade "dá Cor à tua Flor", no Museu Dr. Joaquim Manso.

Primeiro, ouviram / participaram na história "A Flor vai ver o mar", da autoria de Alves Redol e ilustração de Leonor Praça, em jeito de lengalenga. Depois, recortaram, coloriram e decoraram as suas flores de papel, assim também celebrando a chegada da primavera, quando tantas flores nascem no jardim deste Museu, que em tempos foi residência de férias do escritor e jornalista Joaquim Manso.

Entre Freguesias: alunos visitaram o Porto de Abrigo





No âmbito do projeto “Entre Freguesias:patrimónios cruzados”, com o apoio da Câmara Municipal da Nazaré que facultou o transporte, realizaram-se as “saídas de campo” aos locais pré-selecionados das três freguesias do concelho, proporcionando uma observação direta da realidade sócio-cultural, uma maior proximidade entre gerações e ampliação do conhecimento dos alunos sobre “histórias de vida” associadas aos objetos do Museu Dr. Joaquim Manso analisados nas primeiras sessões de janeiro.
Assim, no dia 28 de fevereiro, a turma do 4º ano do Centro Escolar da Nazaré visitou o Porto de Abrigo da Nazaré, tomando contacto com a atual confeção das redes de pesca e a sua manutenção (remendar, porfiar, “pôr espelhos”,...).
A visita iniciou-se pelo armazém de mestre António Grilo, onde, além de se ver vários apetrechos de pesca, redes, poitas, ferros, gerador e luzes, se aprendeu a fazer rede. Nas mãos de António Grilo, a agulha de fazer rede trespassava o cabo, pegava as malhas, entralhando os chumbos, a distâncias iguais. A fim de evitar um possível alastramento de qualquer rompimento das redes, os pescadores fazem a chamada “gacheta”, banda de rede feita com fio mais grosso e de malha mais larga, reforçando e conferindo maior resistência à rede.
O grupo seguiu para a área do porto de abrigo destinada ao conserto das redes onde, entre outros, se encontravam os pescadores Gino Patacas, Zé, Florindo e João Lacraia; sentados em pequenos bancos, remendavam uma rede de cerco. As crianças puderam, assim, dar continuidade à observação deste ofício, deste “saber fazer”. O grupo colocou algumas questões muito pertinentes, às quais os pescadores gentilmente responderam.
Houve ainda tempo para ver “como se faz um barco”, no estaleiro do sr. António Luís Júnior que, na altura, reparava um bote de S. Martinho do Porto. Aí, as crianças familiarizaram-se com a nomenclatura própria das embarcações: quilha, cavernas, costado, etc.; conheceram ferramentas, mostraram curiosidade ao ver a serradura,...
António Luís Júnior, último construtor naval da Nazaré, mostrou ainda algumas miniaturas de embarcações em esqueleto. Segundo o autor, uma delas representa a nau “Nazareth”, que teria sido construída nos estaleiros da primitiva “Lagoa da Pederneira”.

Enriquecidos com esta experiência, o grupo regressou à escola com o objetivo de continuar a desenvolver este projeto em torno da rede de pesca.

Entre Freguesias: Saída ao moinho do Tio Anacleto

No âmbito do projeto “Entre Freguesias: patrimónios cruzados”, chegou o dia de irmos conhecer um moinho de vento, no alto da Serra da Pescaria, freguesia de Famalicão.
No dia 29 de fevereiro, a turma do 4º ano da Escola de Quinta Nova, a bordo do autocarro da Câmara Municipal da Nazaré, dirigiu-se ao “moinho do Ti' Anacleto”, acompanhado por um elemento da Junta de Freguesia de Famalicão da Nazaré, o senhor Arménio Silva.

Chegados ao local, sobranceiro ao mar e num dia ensolarado de uma primavera antecipada, aproximámo-nos do moinho, branco e azul, memória da “arte de fazer pão”.
Arménio Silva, devido a uma longa convivência, desde os seus tempos de infância, com aquele moinho e com o “Ti’ Anacleto” (moleiro), conta-nos a sua experiência e partilha com o grupo os seus conhecimentos e memórias.
De forma redonda e feito de pedra, de paredes grossas, o moinho era totalmente branco, pintado com cal e, posteriormente, foram acrescentadas “barras” azuis, cor proveniente da mistura de ocre.
O teto, de forma cónica e feito de zinco, protegido com alcatrão e óleo queimado, tem o nome de “capelo”. No vértice do capelo está montado um cata-vento, que pode ser manobrado a partir do interior, orientando as velas na direção do vento. O movimento de rotação do capelo é transmitido a partir do sarilho, existente no interior. O capelo é atravessado por um mastro de madeira, a que se fixam 8 varas ou vergas, e onde se amarrar as respetivas velas, de pano branco e forma triangular.
No interior existe uma grande roda dentada – a entrosa –, cujos dentes engrenam num eixo vertical no centro do moinho e transmite às mós a energia eólica captada pelas velas, fazendo-as girar.
Para imprimir o movimento inicial às velas, o moleiro tinha que empurrar todo o velame, quase que “empoleirar-se”, balançar-se, sujeitando-se, frequentemente, a pequenos ferimentos.
Foram relembradas as manobras necessárias para aproveitar ao máximo a força do vento e o bom funcionamento do moinho, abrir ou enrolar as velas, espiar as cordas, movimentar o sarilho, fixando em diversas posições a corda respetiva (através de ganchos colocados em vários pontos do corpo do moinho), picar as mós, ensacar a farinha já moída.

Arménio Silva lembra-se de ser garoto e, quando havia vento, noite e dia, ouvir o barulho incessante dos búzios do moinho. Era um trabalho perigoso e solitário. Os cereais vinham dos campos em redor, mas depois de ficar com a sua “maquia” e após ensacada, o “Ti’ Anacleto” ia de burro ou carroça distribuir a farinha, de trigo ou sobretudo de milho.
Junto ao edifício do moinho, observam-se ainda vestígios de um pequeno anexo para arrumos e uma eira, de forma quadrangular. A eira era o recinto destinado a secar, malhar, limpar ou peneirar os cereais, separando o grão da palha e de outras impurezas. Outrora, esta eira teria sido de barro e circular, o que facilitaria a utilização da tração animal.

Lamentou-se não ter sido possível visitar o interior deste moinho, devido a problemas de segurança mas, de qualquer forma, estar próximo de um moinho e o estudo de toda a sua envolvente exterior serviu para aumentar o entendimento que o grupo tinha sobre como se obtinha a farinha para fazer o pão, que outrora era tão importante na alimentação.

O Museu Dr. Joaquim Manso realça a colaboração da Junta de Freguesia de Famalicão da Nazaré e agradece a disponibilidade e todo o apoio que Arménio Silva tem dedicado a este projeto.




Conheça algumas fotografias de Álvaro Laborinho sobre práticas agrícolas do concelho da Nazaré:

Eduardo Brazão de moleiro no moinho, 1915
Carregando trigo, carro de bois, 1933
Debulha na eira do Valverde, 1926
Mulheres jantando na eira do Valverde, 1915